terça-feira, 27 de abril de 2010

Com a internet, o Acre é logo ali*

Wilame Prado

Entre as milhares de coisas que a internet nos oferece, uma em especial me deixa muito contente: a comunicação que posso manter diretamente com escritores, músicos e outras pessoas que realizam trabalhos dos quais eu admiro.


Semana passada, neste espaço onde escrevo às terças-feiras, publiquei uma resenha elogiosa sobre o lançamento “A invenção do crime”, romance de estreia da jornalista mineira Leida Reis. Com as possibilidades da internet, pude sugerir a leitura do texto para a própria autora. Mais do que isso, pude também iniciar uma gostosa amizade via email com ela.


Fiquei muito feliz quando Leida, via twitter, pediu para que eu encaminhasse meu endereço residencial a ela. É que vou ser presenteado com uma edição rara e independente do primeiro livro da autora, o “The cães amarelos”, uma seleção de contos publicada em 1991.

Dias atrás, também iniciei uma conversa no twitter com um dos músicos, em meu ponto de vista, mais brilhantes deste país, o paulistano Romulo Fróes. Tenho todos os quatro CDs (em mp3, no PC) do brilhante compositor e intérprete, mas fiquei curioso quando, ao ler uma entrevista, descobri que ele tinha uma banda antes de iniciar o trabalho solo.

Resultado: ganhei, via email, quatro músicas raras de Romulo Fróes que fazem parte de um EP lançado pelo músico há praticamente dez anos. Também já estou tramando com ele uma entrevista exclusiva para quando eu visitar a querida terra da garoa.

Por email, converso com Miguel Sanches Neto (um dos grandes escritores paranaenses), Cristovão Tezza (fez “O filho eterno”, eleito o melhor romance de 2008 pelo Jabuti), Domingos Pellegrini (me presenteou com dois bonitos livros de poesias), Roberto Gomes (cronista do jornal Gazeta do Povo), Ana Paula Maia (postou em seu blog a resenha que fiz do seu último livro), Juremir Machado da Silva (um dos grandes cronistas e escritores do Brasil) e tantos outros artistas por quem tenho apreço.

Via email, twitter ou facebook, também mantenho contato com diversos jornalistas espalhados por esse Brasil, sempre no intuito de crescer profissionalmente com as trocas de ideias. Aliás, vocês, caros leitores, sabem como consegui um espaço como cronista do Diário?

Respondo: enchendo o saco, via email, dos editores do Diário por quase seis meses, mandando textos e mais textos para eles e tentando provar que os meus escritos poderiam compor o caderno de cultura. Desde então, já são mais de dois anos de “Crônico” e quase cem crônicas publicadas.

É por essas e outras que faço a recomendação: utilizem o que a internet pode nos oferecer de bom, entre em contato com seus ídolos e converse com pessoas capacitadas da sua área, mesmo que elas residam em São Paulo, Nova York, Paris ou até mesmo no longínquo e desconhecido Acre, no Pará (brincadeira, a de dizer que o Acre fica no Pará, de tão desconhecido que é, que gerou confusões hoje no twitter!).


*Crônica publicada dia 27 de abril de 2010 na coluna Crônico, do jornal O Diário do Norte do Paraná.

3 comentários:

Emerson Wiskow disse...

Também fiz algumas amizades. Uma delas é a sua.
Grande abraço

Carolina Caetano disse...

Aproveitando, então, o ensejo, há mais motivo pra mais este vínculo!
Abraço.
Carolina.

Duanny!. disse...

A internet com certeza é um ótimo meio de comunicação, é pratico e bem rápido.
O problema é que muitas pessoas entram em furadas, ainda utilizam essas coisas para fazerem merdas. #Fato.

=p