sábado, 17 de abril de 2010

Agora quem dá bola é o Santos*

Wilame Prado


Ao vencer do São Paulo por 3 a 2 neste último domingo, o Santos prova de vez que é o grande time a ser batido neste ano de 2010. Que me desculpem os críticos de plantão, principalmente aqueles que são palmeirenses, corintianos ou são-paulinos, mas não restam dúvidas de que somente um time de qualidade consegue aplicar seguidas goleadas, algumas vezes até históricas, como o 10 a 0 contra o Naviraense e o 9 a 1 contra o Ituano.

Eu sei, caríssimos rivais, que é difícil admitir. Eu entendo vocês. Mas agora dizer que o Santos é frágil e que a molecada não vai atuar bem em jogos decisivos, isso é conversa fiada de quem está com medo do potencial do alvinegro praiano. O time santista joga fácil, toca a bola como ninguém e faz um verdadeiro espetáculo para o torcedor conferir, seja pela TV ou no próprio estádio.

Muita gente diz que futebol bonito não dá título e que o Santos e atletas excepcionais como o Neimar e o Paulo Henirque Ganso ainda não provaram nada porque não são campeões. Outra conversa pra boi dormir. Os meninos estão há apenas um ano no profissional, e, tanto eu como os rabugentos invejosos que criticam a maneira como o Santos joga, sabemos que a coleção de medalhas e troféus será realidade na vida de todos que elencam aquele time.

Para o clube, de nada pode valer o futebol arte se os títulos não vierem, concordo. Já para o torcedor, conquistar títulos é bacana sim, mas se resume ao fato de ter o ego elevado e a possibilidade de ficar se vangloriando naqueles papos imbecis futebolísticos que traçamos com outros apaixonados pela bola.

Para o torcedor, o que importa mesmo é ver seu time ganhar nos 90 minutos e ainda de uma maneira prazerosa por ser testemunha de jogadas belíssimas e que raramente são vistas numa partida. A conquista de títulos será uma consequência desse trabalho fantástico traçado pelo técnico Dorival Jr., pelos atletas e pela nova diretoria do clube, que assumiu postos no início deste ano.

Ao ver o futebol inteligente e bonito de Neimar e Ganso, coisa que não via desde 2002 e 2004, época de Diego, Robinho, Elano e tantos outros craques, fico pensando nos critérios que um treinador tem na hora de escolher os jogadores para uma copa do mundo. Está na cara que pelo menos três garotos do Santos deveriam vestir a camisa amarela da Seleção Brasileira a partir de junho, quando começa a copa da Fifa.

O Santos pode muito bem perder a vaga para a final do Paulistão no próximo domingo em partida contra o São Paulo. Assim como pode perder para o Guarani na Copa do Brasil e dar adeus ao caminho mais curto para se chegar à Libertadores.

Pode, ainda, fazer um péssimo Campeonato Brasileiro e, talvez, desmanchar o elenco no meio do ano e ganhar rios de dinheiro com a venda de jogadores. Mas nada disso vai tirar da cabeça dos santistas quatro meses de futebol-arte, vitórias, goleadas, dancinhas ensaiadas na hora do gol e muita, mas muita, alegria. Como bem diz o hino do clube: “Agora quem dá bola é o Santos”.



2 comentários:

Nelson Alexandre disse...

Sempre Santos...

Ederson Hising disse...

Eu nunca tinha visto o tal futebol arte. Esses garotos me ensinaram, enfim, o que é futebol. (Até o Pará tá jogando bem)

Abraço santista!