quarta-feira, 10 de março de 2010

Pais e filhos devem sempre se amar*

Wilame Prado

Senhoras e senhores,
A intenção dessa mensagem é salientar algo que todo mundo já sabe:
A importância dos pais nos desafios que enfrentamos na vida.
Hoje é um dia de festa!
Isso porque, uma das etapas da vida, a busca pelo diploma universitário, foi vencida com sucesso por esses jornalistas que hoje aqui se encontram.
Porém, queremos dizer, antes de qualquer coisa, o quanto pode ser amplo o significado das palavras pai e mãe.
O jargão é válido: não basta ser pai, tem que participar.
Muitas vezes, por motivos que não nos cabem neste momento enumerar, os pais ficam distantes de seus filhos.
É nessa hora que esse filho, com todas suas dificuldades, nesse caso, dificuldades pra concluir o ensino superior, se vê obrigado a adotar papais e mamães por aí.
Têm esposa ou marido, namorada ou namorado que se tornam pais e mães.
Têm avós, tios, padrinhos ou madrinhas que se tornam pais e mães.
Têm até amigos e amigas que são muito mais pais e mães do que os próprios.
Portanto, esta homenagem é dedicada pra todos que assumiram o papel de pai e mãe na vida desses jovens jornalistas.
Mas, de quem é a culpa para esse distanciamento?
Depende.
Muitas vezes, não encontramos culpados para a distância entre pais e filhos.
Pode ser uma fatalidade.
Um acidente de trânsito.
Um derrame.
Ou um infarto fulminante.
O excesso de trabalho.
Ou os quilômetros que separam a cidade natal da cidade universitária.
Pode ser qualquer coisa, pais e mães.
Mas não importa.
Os filhos, mesmo muitas vezes não querendo admitir, sentem falta de vocês!
Hoje, esses filhos, já com vinte e poucos anos, não querem admitir, mas choram sim escondidos, num canto da casa ou no banheiro da faculdade, lembrando de momentos marcantes da infância.
Lembrando do chocolate trazido pelo pai depois de mais um dia de trabalho.
Lembrando daquele empurrãozinho quando se está aprendendo a andar de bicicleta.
Lembrando da historinha contada antes de dormir.
E lembrando principalmente dos milhões de beijos e abraços que, com o tempo, foram ficando cada vez mais raros.
Hoje, os garotos já com barba na cara e as meninas com suas maquiagens, jóias e brilhos, no fundo continuam sendo aquelas crianças que corriam pela casa toda, gritando, pulando e rasgando o sofá.
Com uma diferença: agora são crianças formadas em Jornalismo.
Sabemos o quanto vocês, pais, estão orgulhosos de suas crianças, que, a cada dia que passa, se tornam mais adultos, com atitudes sérias e com responsabilidades assumidas.
Sabemos que é muito legal pra vocês poderem ler um bom texto produzido pelos seus filhos, ouvi-los contando uma notícia no rádio ou sendo repórter na televisão.
Sabemos também que são nessas horas que vocês param um pouco pra pensar e refletem: “como o tempo passou rápido demais, não?!”.
As brincadeiras e os doces fazem parte do passado.
Pra essas crianças, o brinquedo predileto é o gravador, o microfone e a caderneta de papel.
Essas crianças ocupam uma importante função na sociedade e podem, por meio de um trabalho sério e honesto, ajudar o mundo a ser melhor.
Essas crianças, queiram ou não, têm poder nas mãos.
Tanto pra fazer o bem como pra fazer o mal.
Mas podem ficar tranquilos pais.
Conhecendo bem a todos que hoje aqui estão se formando, não restam dúvidas de que essas crianças jornalistas utilizarão a inteligência dotada por Deus pra fazer simplesmente o bem.
E é nesse momento que devemos agradecer aos pais.
Agradecer pela educação que essas crianças receberam.
Agradecer pelo sermão.
Agradecer pelos conselhos.
Agradecer pelas broncas.
Agradecer por tudo.
Se, neste momento, o mundo ganha guerreiros da paz, jornalistas que sairão por aí querendo fazer o bem, querendo por meio de seu trabalho mudar essa realidade desastrosa, os grandes responsáveis por isso são os pais.
Os pais talvez são os únicos que amam incondicionalmente seus filhos.
Não há interesse no amor de pai e mãe.
Simplesmente, a criança nasce e junto dela nasce esse sentimento lindo.
É verdade que pode haver distância e, em muitos casos, certo rancor na relação entre pais e filhos.
Mas é importante que tudo isso seja quebrado.
Pais e filhos devem sempre estar em paz.
Pais e filhos devem sempre ser amigos.
Pais e filhos devem sempre ajudar uns aos outros.
Pais e filhos devem sempre cuidar uns dos outros.
Pais e filhos, não importa a idade, devem sempre se abraçarem e se beijarem.
Pais e filhos devem sempre se amar, pois esse amor é de verdade, é pra sempre, é pra eternidade.
Obrigado pais!

*Texto feito em homenagem aos pais da turma de formandos de Jornalismo do Cesumar, lido no jantar de formatura ocorrido dia 5 de março, na Casa do Criador (Parque de Exposições de Maringá).



3 comentários:

brenda disse...

ai ai...
chorei no jantar, quando ouvi o texto..
chorei de novo ao lê-lo aqui..

ah, wilame! vê se para de me fazer chorar!

;)

Brenda Caramaschi

Wilame Prado disse...

Prometo, Brenda, que só te farei chorar novamente se for de felicidade! A gente se emociona fácil com essas coisas envolvendo nossos velhos pais! É a vida. A gente demora pra dar valor no que realmente tem! Lembrei-me agora também do quanto fiquei feliz, prestando atenção em seu excelente texto, no dia do jantar, que você me citou, indiretamente, falando de um amigo que escreve crônicas e floreios literários em revistas! Fiquei super feliz! Obrigado! E boa sorte para você nesta nova etapa da vida, a de uma criança jornalista que brinca, de tão espontâneo que é, com um microfone na mão! Beijo!

Ana Luiza Verzola disse...

Antes de brincar com essa tecnologia mão na roda dos jornalistas, meu caro, você brinca com palavras. Determina que sua lembrança mais remota da infância brinque de roda em nossa mente.
E quer saber o que mais todos tinham em comum nesse dia do jantar, além do diploma? A infância.
Belíssimo texto, veterano diplomado!