terça-feira, 21 de abril de 2009

Respostas dos irmãos Dias*

Wilame Prado Quem leu a crônica da semana passada deve saber que, por meio de uma carta aberta, pedi a opinião dos senadores Alvaro (sem acento, corrigiu-me a editora do Jornal de Londrina e minha professora, Rosane Barros) e Osmar Dias acerca da obrigatoriedade ou não do diploma de jornalista e também sobre as dificuldades que a Diretoria Geral do Senado vem impondo ao exercício da função de jornalistas na casa. Pela escassez de espaço, transcrevo abaixo apenas trechos da resposta do senador Alvaro Dias. Mas, informo que, em meu blog (www.apoltrona.blogspot.com), a resposta está publicada na íntegra, caso alguém queira ler. Sobre um possível preconceito de políticos com relação ao jornalismo praticado no País, o senador diz: “Penso como Thomaz Jefferson: ‘prefiro uma imprensa sem governo, que um governo sem imprensa.’ Valorizo e muito a imprensa, o jornalismo e os jornalistas, sobretudo respeitando-os.” Com relação à burocracia imposta pela Diretoria Geral do Senado na busca de informações pelos jornalistas, Alvaro Dias afirma: “Não estou entre estes ‘senhores senadores’ a que se refere. Os jornalistas podem falar comigo todos os dias e a qualquer instante, sobre qualquer assunto. Nunca, em momento algum, recusei-me a responder qualquer indagação dos profissionais de imprensa.” O senador da República, em sua resposta, mostrou-se totalmente a favor da obrigatoriedade do diploma: “qualificação profissional é essencial para a eficiência e o aprimoramento de qualquer atividade. Especialmente a sua, que se comunica com a população, tem que ser preservada com as exigências da qualificação. Portanto, o diploma é indispensável, pelo que representa.” Finalizando sua resposta, Alvaro Dias se coloca à disposição da população para esclarecimentos sobre assuntos que dizem respeito ao seu trabalho como senador e agradece pela oportunidade de poder responder a carta aberta que lhe foi destinada. Aproveito e também agradeço ao senador pela agilidade, educação e respeito que teve ao enviar sua resposta em minha caixa de entrada. Devo informar que ainda não recebi a resposta do senador Osmar Dias (que nem deve saber da existência deste pobre cronista), mas continuarei tentando um contato, já que descobri seu site (www.osmardias.com.br). Deixo registrado, porém, que semana passada consegui enviar a carta aberta ao senador Alvaro Dias por meio do seu blog, o que, creio, deva ter facilitado sua leitura.Antes do ponto final desta crônica, quero salientar que o meu objetivo, ao enviar carta aberta aos políticos, não é de enfrentar nem de desrespeitar ninguém. Quero mesmo é manter um diálogo com os nossos representantes e divulgar o que pensam sobre assuntos que, penso eu, sejam de suma importância para a legitimidade e constância da democracia brasileira. *Crônica publicada dia 21 de abril na coluna Crônico, do jornal O Diário do Norte do Paraná
Crédito da imagem: http://blog.estadao.com.br/blog/media/ilustra2004.jpg

3 comentários:

Fabio Chiorino disse...

mais uma bela tacada, caro Wilame. O senador queimou minha língua, já que eu não acreditava na resposta. Parabéns pela iniciativa e por tão bem representar a classe. Forte abraço

De Paula disse...

Wilame, parabéns pela iniciativa. Quando você fez sua crônica-cobrança, eu já imaginava que o senador Alvaro Dias lhe responderia, até porque, por mais complicada que seja a situação, ele não se omite. E aqui não vai nenhum elogio barato ou propaganda ao Alvaro. Todas as vezes em que vem a Maringá, ele dá entrevistas sobre qualquer assunto. O pessoal da imprensa pode atestar isso. Não fala mais porque não o convidam. O importante nisso tudo é que ele firmou e externou sua posição sobre o caso. Foi uma idéia muito boa a sua, que poderia se estender a outros senadores. É preciso abrir essa discussão para não sermos pegos de surpresa. Diploma sempre!!! Parabéns e boa sorte.
Aproveitando a ocasião, parabéns antecipados pelo vice-campeonato paulista conquistado pelo Santos este ano.
De Paula

Murilo Battisti disse...

eu estou orgulhoso!