quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

André Fernandes e sua passagem por Maringá

André Fernandes é ativista social. Deu uma passeada em Maringá e nessa brincadeira conseguiu bolsa no Cesumar, fez o primeiro ano de jornalismo, sentiu-se desconfortável com a força da suposta hierarquia burguesa-burra e voltou para o Rio de Janeiro, livre para dar prosseguimento ao seu caminho, como ele mesmo diz.

Desde o início do curso, nos identificamos nem sei bem porque. Sempre excêntrico, André Fernandes criava polêmica e defendia com unhas e dentes o que achava correto. Lembro-me o dia em que, em uma apresentação em sala de aula sobre jornalimo-espelho, salvo engano, o professor Geder Parzianello, que também era coordenador de Jornalismo e Publicidade no Cesumar, discutiu feio com o então aluno carioca. Parzianello tinha razão sim em dizer que pesquisar como fonte apenas a revista Caros Amigos era um equívoco, mas, ao meu ver, extrapolou os limites da relação entre professor x aluno ao dar ao discurso um tom ideológico, tentando minar os ideais esquerdistas com frases bonitas de caráter direitista.

Depois disso, passei a valorizar mais a garra de André Fernandes, que hoje direciona a Agência de Notícias das Favelas (ANF).

Nem por isso deixei de gostar do ótimo professor doutor Geder Luiz Parzianello, que hoje é professor (ou coordenador?) da Universidade Federal do Maranhão. Sempre acreditou no meu potencial e inclusive tentou me por no jornal O Diário do Norte do Paraná logo nos primeiros meses meu de curso.

Hoje, André Fernandes está vindo à Maringá dar uma espairecida, conversar com antigos amigos, rir à toa. Ao saber de meu blog, o amigo sugeriu que publicasse simultaneamente um de meus textos, Charutos, em seu blog www.diarioandrefernandes.blogspot.com. Confiram o blog, que sempre traz, entre outras atrações, notícias que não saíram na grande mídia.

Crédito da imagem: http://www.santanaoxente.net/santana/data/upimages/che.jpg

Sobre literatura e música de Chico Buarque

Faz um certo tempo que aprecio os discos de Chico Buarque, ou melhor, os mp3´s. Em minha pasta de música, tenho 15 álbuns dele. Dia desses, peguei seu último romance para ler - Budapeste, pois fiquei sabendo que, até 2009, vai virar filme. E, nada melhor do que ler a obra primeiro antes de assistir ao filme. No início do romance, tive impressão de que Buarque seria um ótimo músico como escritor. Mas, enganei-me. Conforme ia virando as páginas do livro, percebia o poder de narração que ele tem. Sem falar na loucura que é a história que, para resumir, só digo que é um livro dentro do outro, e vice-versa. Às vezes fico me perguntando: como pode uma pessoa ser o puta músico que é, e ainda, pelo visto, um puta escritor? Acho interessante o sistema de criação de Chico Burque. Parece que, quando está compondo e produzindo disco, fecha-se nisso e dedica longos anos entre produzir e fazer turnê. E quando está produzindo literatura, é a mesma coisa. Fecha-se no mundo fantasioso e fantástico da ficção e perdura nos anos até produzir seu próximo livro, sem fazer shows, discos ou composições. Interessante, não? Com quase 64 anos, Chico Buarque é um brasileiro pelo qual sinto orgulho. Espero que possa viver pelo menos mais uns passageiros trinta anos, e que continue produzindo para alegria do povo! Créditos da imagem: http://www.clicklojas.com.br/lojas/produtos/seboportaldolivro/p_3384_Livro-Budapeste.jpg http://oglobo.globo.com/fotos/2007/11/12/12_MHG_cult_Chicobuarque.jpg