quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Marçal Aquino, sua literatura geniosa e um jornal chamado Rascunho

Rapaz, se sabe que eu não sabia o quanto o tal do Marçal Aquino escreve bem. Nunca tinha lido nada dele, a não ser críticas boas de jornalistas. Mas, depois de assistir um dos melhores filmes brasileiros, em minha opinião, O Cheiro do Ralo, em que Aquino trabalha como roteirista, deu-me aquela vontade de desbravar a literatura do barbudo. Não tenho dinheiro para comprar livro sempre que posso, por isso estava esperando o momento mais oportuno para adquirir alguma obra dele. Mas tive a sorte de descobrir um grande jornal de literatura, chamado Rascunho, e que, coincidentemente neste mês trouxe um conto de Marçal Aquino. O cara escreve de maneira simples, ao mesmo tempo geniosa, pois, sei lá, percebe-se uma literatura bem trabalhada, que respeita a língua e que, ao mesmo tempo, traz umas sacadas fantásticas. Para quem quer assinar Rascunho, custa somente R$ 50 por ano, com direito a um jornal por mês. Para os que não tem nem R$ 50, assim como eu, lê na caruda o site do jornal, que traz quase tudo do impresso aqui. E para quem quiser ir direto para o conto do grande Marçal Aquino, é só clicar aqui. Abaixo, um trecho deste belo conto chamado Pouca Munição, Muitos Inimigos - Marçal Aquino "...Hoje é quarta-feira e eu daria um braço por um café de máquina. Um doce de padaria. Comida feita na hora. Hoje é quarta-feira, nono dia do nosso desterro, e o cheiro do quarto se degrada de um jeito preocupante. Suor, chulé e outras emissões menos nobres. Às vezes falta água e aí o banheiro se torna território interditado. A comida não ajuda, nossos intestinos protestam todos os dias. Por enquanto, nada a fazer. Vamos continuar engolindo a gororoba vil servida pelo hotel a preço de caviar. Todo movimento desnecessário deve ser evitado. É o que diz o manual de sobrevivência..."

Um comentário:

Fabio Chiorino disse...

Marçal Aquino é fantástico. Que bom que vc tb o "conheceu", Wilame. Não existe nada ruim no que ele escreve. Na verdade, não existe nem nada regular. É um livro melhor do que outro