segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Associação Comercial avalia Feira Ponta de Estoque*

Wilame Prado Muitos são os maringaenses e moradores de municípios da região que esperam praticamente o ano todo para fazer uma grande compra de roupas ou calçados na Feira Ponta de Estoque de Maringá que, este ano, ocorreu entre os dias 16 e 19 de julho, no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro. Isso porque, como apontou pesquisa realizada com mais de 600 pessoas, entre consumidores e comerciantes, um dos principais atrativos é o preço bem abaixo do praticado em lojas da cidade, com descontos de até 70%. Essa pesquisa foi divulgada na reunião de avaliação da feira deste ano, ocorrida dia 9 de setembro, e que contou com a participação de representantes da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), da ACIM Mulher, da FundACIM, bem como de fornecedores, parceiros e expositores da feira. O supervisor de eventos da ACIM, Miguel Fernando, que participou da reunião, conta que, entre outros resultados, a pesquisa também apontou uma média de 62% de satisfação da feira deste ano. Com os resultados positivos, ele adianta que, embora ainda não esteja no papel, alguns planos já estão sendo traçados para a feira do ano que vem. Um desses planos é o de (caso continue a grande procura de comerciantes por compras de estandes na feira) alocar mais um galpão do parque de exposições para aumentar a variedade e a opção de escolhas de produtos pelos consumidores. “Existe uma grande fila de espera de estabelecimentos comerciais que gostariam de participar da feira. Vamos tentar atender o maior número possível de comerciantes, aumentando o espaço. Mas, mesmo assim, será pouco provável que todos conseguirão comprar estande, pois a fila de espera é bem grande”, afirma o supervisor de eventos. Os resultados divulgados na reunião, como afirma Fernando, foram satisfatórios. Porém, nem todos que participaram da feira saíram contentes. A arquiteta Vania Costa Gusmão, que compareceu no primeiro e no último dia da feira deste ano, relata que comprou um casaco por R$ 50, preço considerado caro por ela. “Não achei nada que valesse a pena pelo preço. Em anos anteriores, já encontrei mercadorias ótimas e super baratas”, diz a arquiteta, que também reclama da falta de variedade e do grande número de pessoas na feira. Mesmo reclamando, Vania admite que, em 2009, com certeza visitará a Feira Ponta de Estoque de Maringá. E sobre a alegação de que havia muita gente na feira deste ano, a arquiteta tem razão. Segundo nota do jornal O Diário do Norte do Paraná, cerca de 260 mil pessoas visitaram os 325 estandes da feira, de 179 empresas, que comercializaram artigos diversos, como calçados, confecções, bijuterias, lingeries, eletrodomésticos e perfumes.
Comerciantes doam artigos para entidades assistenciais O supervisor de eventos da ACIM, Miguel Fernando, afirma que assuntos ligados aos projetos sociais e ambientais da Feira Ponta de Estoque de Maringá também entraram na pauta da reunião do dia 9 de setembro. No aspecto ambiental, Fernando conta que, antes das feiras, é decidido pelo conselho da organização do evento qual empresa poderá ficar responsável pela coleta de todo o lixo reciclável. Este ano, a CooperMaringá (Cooperativa Maringá de Seleçăo de Materiais Recicláveis e Prestaçăo de Serviços) foi quem se responsabilizou pela coleta. Como projeto social, o supervisor de eventos diz que, horas antes de ser encerrada a feira, comerciantes dos estandes separam artigos de roupas, calçados e outros produtos vendidos na feira para doação, que é direcionada a duas ou três entidades assistenciais de Maringá. “Conseguimos arrecadar um número muito grande de doações feitas pelos comerciantes que participam da feira. Lembrando que essas doações não são restos ou artigos que não serviam para a venda. São produtos que estão em perfeito estado de conservação e que podem ajudar pessoas carentes de Maringá”, conta Fernando. Ainda no âmbito social, de acordo com matéria publicada no site da ACIM, os organizadores da feira, assim como em edições passadas, entregam à Secretaria Municipal de Ação Social e Cidadania (Sasc) a administração do estacionamento para os visitantes, que destina toda renda obtida para projetos que beneficiam à população. *Matéria publicada na Agência de Notícias Megafone

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