terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

André Fernandes e sua passagem por Maringá II – (errata)

Na quinta-feira, 21 de fevereiro, publiquei um post-homenagem ao grande amigo André Fernandes, que se encontrava em Maringá novamente, depois de ficar certo tempo sem dar as caras por aqui.

Passou-se dia e ele anunciou-me por orkut que gostaria de fazer ressalvas no texto. De início, pensei que fosse algo simples, talvez uma palavra mal colocada ou um erro qualquer. Mas não. Ontem, na Biblioteca do Cesumar, às 20h50, iniciamos um bate-papo que, em seus ligeiros 50 minutos, fizeram-me crer que realmente não dei a devida atenção ao texto que fiz homenageando o ativista social André Fernandes.

Pois bem.

Motivo da vinda para Maringá - Logo no início do texto, afirmo equivocadamente: “Deu uma passeada em Maringá e nessa brincadeira conseguiu bolsa no Cesumar”.

O correto, segundo o próprio André Fernandes, seria dizer que, por meio de convite do fundador da Jocum (Jovens Com Uma Missão) de Maringá, Welington Oliveira, que também foi o fundador da base da Jocum no Rio de Janeiro, veio morar em Maringá, juntamente com mulher e filha, para dar prosseguimento aos trabalhos do grupo.

A bolsa de estudos para cursar Jornalismo no Cesumar, ressalta o ativista social, foi oferecida pelo próprio reitor e dono da universidade Wilson de Matos.

Ele conta que, certo dia, o filósofo e teólogo Ariovaldo Ramos, um dos grandes especialistas em missões urbanas, estava ministrando palestra em Maringá e citou seu nome “André Fernandes” como um verdadeiro PHD em missões urbanas. Wilson de Matos, que estava assistindo, quis saber quem era “André Fernandes”. Depois disso, foram ao aeroporto levar Ariovaldo Ramos o próprio Wilson de Matos e também André Fernandes. Na volta, rapidamente, diz ter contado um pouco de sua trajetória de vida, suas batalhas como ativista social, sempre na luta para ajudar as favelas do Rio de Janeiro com projetos, um deles a Agência de Notícias da Favela (ANF).

Quando Wilson de Matos deixou-o em casa, antes de se despedir, ofertou a bolsa de estudos, dizendo que seria sua contribuição para alguém que já havia ajudado tanta gente.

“Sensibilidade” - Em outra parte do texto, disse: “Desde o início do curso, nos identificamos nem sei bem porque”.

O amigo André Fernandes afirmou saber sim porque se identificou comigo. E, refletindo, claro que sei também porque me identifiquei com ele. Simplesmente pelo fato de sermos simpatizantes da ideologia esquerdista e, claro, por estarmos realmente preocupados com a sociedade em geral e não apenas com nossos umbigos. Lembro-me até hoje que, certo dia, depois de dar minha opinião em determinado assunto em sala de aula, André Fernandes falou em alto e bom som: “Você tem sensibilidade.”

Fontes desmerecidas pelo professor – Com relação entre o qüiproquó entre André Fernandes e o professor Geder Luiz Parzianello, cito: “Parzianello tinha razão sim em dizer que pesquisar como fonte apenas a revista Caros Amigos era um equívoco.”

André Fernandes diz ter até hoje os rascunhos do trabalho sobre Teoria dos Espelhos. Ele afirma que não apenas pesquisou o assunto na mensal Caros Amigos, como também consultou obras de Débora Franco Leher e o documentário “A revolução não será televisionada”, filmado e dirigido pelos irlandeses Kim Bartley e Donnacha O’Briain.

Não sou a última bolacha do pacote – Em trecho do texto, afirmei, referindo-me ao professor Parzianello: “Sempre acreditou no meu potencial e inclusive tentou me por no jornal O Diário do Norte do Paraná logo nos primeiros meses meu de curso.”

A indicação do coordenador do curso para o jornal impresso de maior circulação do município, segundo André Fernandes, não foi feita única e exclusivamente para mim. O ativista social diz ter sido indicado também, mas que não se sujeitou, e que Parzianello tinha selecionado quatro alunos que se destacavam para ir fazer entrevista no jornal impresso.

André Fernandes não está rindo à toa – Cito no final do texto: “André Fernandes está vindo à Maringá dar uma espairecida, conversar com antigos amigos, rir à toa”.

Essa parte do texto talvez foi a que mais preocupou o ativista social e organizador da ANF, André Fernandes. Isso porque, depois de cumprir uma missão, que era a de levar a filha caçula, em Cascavel-PR, ao colégio nos primeiros dias de aula, isso depois de ficar angustiadamente cerca de nove meses sem vê-la, ele visitou Maringá para trabalhar firme na divulgação do projeto da ANF, feito por ele e por diversos outros intelectuais do Rio de Janeiro: CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE COMUNICAÇÃO.

Fernandes ressalta que o projeto foi entregue à Petrobras, para o setor de Desenvolvimento & Cidadania Petrobras. E, espera-se que até julho o projeto seja aprovado para finalmente André Fernandes realizar seu grande sonho, que é o de por em prática a ANF, dessa vez capacitando diversos jovens, os quais estão inseridos nas mais de 30 favelas do Rio de Janeiro, para que a agência de notícias seja municiada por fatos escritos, gravados ou filmados por quem realmente tem consciência do que está se passando nas favelas.

Até julho, Fernandes busca uma outra fonte de renda e diz ter colocado seu currículo no mercado de trabalho para fazer assessoria de imprensa política, seja em Maringá ou no Rio de Janeiro. Motivo este, também, da vinda para a Cidade Canção.

Lado bom da história –

1- Estou com uma cópia do projeto da ANF em mãos. Quem se interessar pela idéia, que só tende a crescer, pode me procurar para que dialoguemos sobre o assunto. Uma das metas do projeto, segundo André Fernandes, é colocar em prática a ANF não apenas nas favelas do Rio de Janeiro, mas também nas favelas do Paraná e de outros estados brasileiros.

2- Dei mais valor ao blog que, outrora, escrevia com muito amor, mas com poucos cuidados. André Fernandes está correto em dizer que, embora reconheça ter sido uma homenagem de amigo, seu nome está marcado nas páginas da web, e com a onda Googlemania, qualquer um pode ter acesso aos escritos da blogosfera.

3- Eu e André Fernandes continuamos companheiros, sempre em busca de ideais, “no caminho”, como ele sempre diz.

4 - O blog A Poltrona e o blog Diário André Fernandes continuam parceiros também. Pelo menos por enquanto, o ativista social e grande amigo André Fernandes não vai me processar por difamação ou desvio de informações.

Crédito da imagem: http://www.argentour.com/images/che_guevara_fidel_castro.jpg

2 comentários:

André Fernandes disse...

Jornalistas como você me fazem continuar sonhando e acreditando que um mundo melhor é possível!

lilisoueu disse...

Quando eu crescer quero ser igual a você. Parabéns Wilame!!!!