segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

“O cigarro é meu, eu que comprei e não quero dar para você”

Hoje, às 11h25, estava na Praça Raposo Tavares, ao lado da Rodoviária Velha. Um senhor de meia-idade fumava seu Dallas tranqüilamente. Um morador de rua, o qual já vi várias vezes naquela praça, em outros lugares pedindo dinheiro e até como flanelinha, pediu um cigarro ao senhor de meia-idade. A resposta foi não.

Segundos depois, passou um jovem com um Marlboro vermelho novinho, no plástico. Acho que estava vindo do tradicional estabelecimento Rei do Fumo. Não deu outra. O morador de rua abordou o jovem e conseguiu tranqüilamente um cigarro, e de marca melhor do que a do senhor de meia-idade.

Não satisfeito com as tragadas, o morador de rua começou a difamar publicamente o senhor, o chamando de miserável, lazarento, idiota e outros palavrões que prefiro não mencionar. O senhor de meia-idade sentiu-se acuado. Disfarçou, entrou na circular amarelinha, voltou, mas não agüentou os impropérios é disse: o cigarro é meu, eu que comprei e não quero dar para você.

O senhor de meia-idade entrou na amarelinha e foi em direção a Mandaguari, em pé. O morador da rua continuou em sua casa, ou seja, na rua, fumando vagarosamente seu Marlboro. Parecia, naquele momento, nem estar ligando para o fato ocorrido há pouco, o de ter xingado um homem em praça pública.

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