segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Peripécias ocorridas na amarelinha

Dentro da amarelinha, aventuras-mil esperam seus usuários. Voltando das férias hoje, havia me esquecido as peripécias que rolam a rodo dentro do transporte público. Fato quase inédito, hoje, por ter ido até o ponto de partida do ônibus, consegui um lugar para sentar. Mesmo assim, houve desconfortos. Para começar, apenas um lado de meu corpo foi fortemente tostado pelo sol escaldante do meio-dia. Com um braço preto e outro branco, tentava segurar a revistona desajeitada Caros Amigos. Em meio a um belo artigo, onde o autor sugere a legalização das drogas, sou abruptamente interrompido pelo bate-papo de quatro rapazes, que divagavam sobre compras de carros, qual a melhor marca, melhor condição de financiamento etc. "Eu fujo de Uno rapá. Vou comprar um "pegeouzinho", parcelado em 72x de R$ 600 e pouco. Se fica 6 anos pagando, mas depois o carro ainda vai tá zerado". Isso não foi o pior. Difícil foi aguentar o cheiro acre e desagradável que saía das axilas de um senhor que estava a minha frente. A cada parágrafo era uma respirada na janela para renovar o ar. No meio do caminho, entrou um rapaz desbocado e também ficou ao meu lado. No ato, sentiu o cheirão de "asa" e não titubeou: "tá difícil suportar o cheiro de suvaco. Tem gente que não tem "simancol". O cara não deve tomar banho há uns 50 dias." Isso tudo em voz alta. Essa é minha rotina diária durante, em média, duas horas preciosas. Imagem: www.viacaogarcia.com.br/imgsite/foto_metro.jpg

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